Ainda pensei escrever ao Pai Natal para lhe lembrar o quanto bem eu me comportei durante todo este ano de 2025, para que ele me trouxesse algo condizente em vez de fazer como fez em anteriores Natais quando só me calharam peúgas, cuecas e duma vez dois bombons do rocher um dos quais já ratado e com laivos de bolor. Este ano e sabendo que ele já não sai de casa para fazer as entregas, porque agora utiliza os drones, decidi-me por outro meio: enviar-lhe um mensageiro com o rol das coisas que mais gosto e que falta me fazem. E para que ele não arranje desculpas nem tenha que reclamar, vou-lhe mandar uma garrafinha de medronho para o ajudar a combater o frio lá na Lapónia.
Isto é quase uma maratona para adquirir (comprar) coisas que não sabemos o que serão para oferecermos na noite de Natal. Há quem guarde tudo para "a última" e há quem vá tendo ideias no decorrer de (quase) todo o ano. Confesso que sou de outro tipo; sou preguiçoso e por isso vou ouvindo as predilecções dos potenciais futuros prendados e lá para fins de Novembro já tenho a missão cumprida. Evidentemente que quando abrem os embrulhos as surpresas não são de extasiar; é mais do tipo: -como é que sabias que eu gostava disto?, Não sabia mas o facto de estar atento, bem calculada a coisa, poupou-me uma meia-maratona. Talvez não seja muito bem este o espírito natalício mas cada um corre as distâncias que pode, né?
BOM NATAL PARA TODOS, com as prendas que merecerem.
Encontrei o Pai Natal. Estava perdido. Sofre de alzheimer! Baralhou todas as moradas e trocou todos os presentes oferecendo doces a diabéticos, presuntos a veganos e bacalhaus a vegetarianos. Felizmente cheguei a tempo de salvar os meus pedidos para os amigos cá do galinheiro: todosrecebem beijos e abraços (acumulados quem o quiser) embrulhados numa forte amizade e atados com um vistoso laço colorido com muito e variados sorrisos.