Há cerca de cinco anos consultei uma nutricionista acreditando que ela me ensinaria a comer o que seria melhor para a minha saúde, para o meu bem estar, para blá blá blá... Fui à consulta elogo ali a coisa não me pareceu bem, mas decidi arriscar e atirar-me ao peixe cozido, aos peitos de frango cozidos (eventualmente grelhados mas sem temperos), pouco arroz mas bastantes verduras, etc., etc., etc.! Nos primeiros 5 dias duma semana de 7 o sacrifício foi tal que se apoderou de mim a vontade louca de comer carne, toda a espécie de carnes: porco, vaca, javali, até a gata de vizinha ou mesmo a própria vizinha! Resultado? A coisa não resultou! Mas digam lá com sinceridade: o que está neste prato dá (mesmo) vontade de comer, todas as semanas, várias vezes por semana? Hum?
De quando em vez cai-me em cima a lembrança dos amigos que já se foram e de cuja falta não consigo libertar-me. Bem, libertar-me liberto-me, porém eles continuam a faltar-me quando recordo os momentos em que juntos nos entendíamos, festejávamos e discutíamos porque... sei lá, por qualquer coisa sem relevância e que rapidamente esquecíamos. Eis que uma borboleta me entra casa adentro (despertando na Migas um ladrar entusiástico como se de um verdadeiro e perigoso assaltante se tratasse). Tentei apanhá-la mas sabendo de como são frágeis desisti. Afinal elas vivem tão pouco... consta que algumas completam o ciclo de vida em 24 horas... tenho a certeza que já li sobre isto; vou esgravatar os arquivos e depois mostro.