NUAS e DESPIDAS

Nuas e despidas,
as árvores da minha rua
sacodem-se ao sabor do vento frio
que as envolve sem piedade,
soprando-lhes entre os ramos ressequidos
que, desprotegidos, gemem sem folhagens.
Maldito vento bravio e agreste,
que as folhas dos teus braços despe.
