A ESCADA de uma CRIANÇA
Um poema de RAMA LYON

Não sou poeta afamado
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Um poema de RAMA LYON

Não sou poeta afamado
Paulinho e Paulinha questionam a progenitora:
-Oh mamã, como é que o Paulinho nasceu?
-Oh querida, o mano veio de França no bico de uma cegonha que poisou no berço e deixou-o lá deitadinho.
-Oh mamã e ela, como é que a mana nasceu?
-Oh querido, foi o papá que deitou uma semente no quintal e depois nasceu uma couve e depois a couve abriu-se e a mana estava lá dentro.
-Oh mamã, mas a mana não é verde...
-Pois não. Se calhar não era uma couve, era uma abóbora ou uma couve flor...
-Oh mamã e o papá também veio no bico da cegonha?
-Sim querido, também veio.
-E tu mamã, como nasceste?
-Oh meus amores eu nasci... olhem foi como a Paulinha. E agora vão brincar...
Afastaram-se os manos cabisbaixos e longe da mãezinha disse o Paulinho:
-Eu não te disse mana?, na nossa família não há nascimentos normais!
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