Eis senão quando uma pérola surge à borda dum passeio, numa qualquer cidade do mundo. E prende-nos a atenção, deixa-nos extasiados sem vontade de continur o nosso caminho. Depois de ouvir uma 1ª vez não é possível ignorar a vontade de continuar a ouvir. Comigo foi assim!
Hoje fui almoçar fora de portas. Um casal açoriano, amigos de longa data, atracaram em Lisboa num cruzeiro mediterrânico, desejosos de degustar coisas que o sacana do cruzeiro não inclui: sardinhas assadas, bacalhau à lagareiro, febras no churrasco ou até um singelo chouriço flamejado, (que é como quem diz: "queimado" no álcool para apurar a textura). E foi um excelente encontro/almoço, que nos satisfez na íntegra. Eles voltaram ao paquete ali para os lados de Santa Apolónia e eu ao conforto do galinheiro. Não foi exactamente um acontecimento de nível interplanetário, porém para nós foi. E o próximo almoço vai ser na Horta/Faial. e esse é que vai ser, literalmente, fora de portas.
Ontem aconteceu na Ericeira e amanhã será em Alcochete. A próxima será na Horta.
A justiça pode ser cega mas surda não é; e hoje confirmou-se! Os 2 anjinhos que acreditaram ser mais do que isso, talvez querubins, e por isso decidirem que podiam cantar o HIno Nacional como lhes desse na gana. Erraram e foram alvo e muitas críticas por gente séria e devidamente abalizada para o fazerem. Decidiram contudo que uma humorísta de "palmo e meio" seria a melhor fonte de rendimento para uma indeminização milionária e, vai daí, processaram-na! Se o podiam fazer?, Sim, podiam! Mas deviam? Comparando o Hino Nacional cantado conforme os dois exemplos aqui abaixo mostrados, poder, podiam porém talvez não devessem; mas isto é só a minha opinião.
Cada vez vão sendo menos os meus heróiscinematográficos, aqueles que me fizeram viver dramas, aventuras e comédias, em lugares que nunca imaginei existirem e que jamais visitarei. Robert Redford foi um dos que me fizeram companhia desde a adulescência e de que já poucos restam; talvez menos do que uma mão cheia deles. Para este chegou o dia do último aplauso e do "cair do pano", muito embora os aplausos nunca terminem verdadeiramente, porque um fim não tem que ser O FIM e enquanto fôr lembrado não estará definitivamente morto.
O tempo passa, e passa, e passa, e quando damos por isso percebemos que muito do nosso tempo já passou. Talvez seja exagero mas vendo bem já passou tanto tempo desde o tempo em que o tempo não nos pareceu importante que agora, olhando o tempo que temos parece que não vamos ter tempo para fazermos tudo o que em tempo não tivemos tempo de fazer. Mas ao mesmo tempo que gasto tempo dissertando sobre o tempo percebo que estou perdendo tempo com o tempo que me podia ser útil quer agora, quer noutro tempo quando o tempo me pareceu tempo sem tempo. E é com o passar deste tempo que o tempo se me vai acabando sem me dar tempo para ter mais tempo.