A cada 29 de Julho completa-se mais um ano da tua ausência (só a física, pá) deste bairro sem ruas nem casas, porém cheio de gente que te tem presente em cada palavra que escreve, em cada vírgula ou em cada qualquer outro sinal com que pontua uma frase. Gente que te adora, gente que não te esquece, gente que tantas vezes inspiraste e desafiaste, gente para quem foste uma fonte de amizade e de inspiração sem fim. A tua memória acompanha-nos sempre a cada e em todos os momentos; todavia e por isso mesmo é que a cada 29 de Julho a tua lembrança se torna mais forte, mais próxima de todos nós que te amamos. Um abraço (e 1 xôxo).
Já passaram alguns meses desde que uma pessoa amiga se lembrou de acusar as dores das minhas artroses serem psicossomáticas. Eu não dei importância ao assunto; as minhas artroses, porém, sentiram-se ofendidas considerando que as suas dores não têm nada de psicó-coiso. Nesse sentido decidindo reclamar de tamanha falsidade, quiseram saber em concreto o que era isso das psico... isso:
Doenças psicossomáticas são condições de saúde causadas por alterações emocionais, como estresse ou ansiedade, provocando sintomas físicos, como dor, falta de ar, coração acelerado, tremores ou diarreia, por exemplo.
No meio de tamanho menu lá aparece: "DOR" o que já atenua o preparado protesto muito embora se mantenha a parte final da diarreia o que, para uma vulgar artrose não seja algo que se cheire.
Como acontece todos os anos em Julho, este meu PC vai à revisão; ele ainda não sabe mas desta vez, além das análises, ecografias e tac's está incluída uma colonoscopia. (eheheeehhh). O sôtôr desconfia que ele tem 1 vírus que lhe afecta a lembrança (pq memória já pouca lhe resta).
Pois é, atingi a maioridade no passado dia 29 de Maio: https://koktell.blogs.sapo.pt/1-ano-de-blog-356156 Devido a circunstâncias várias passou-se-me completamente da ideia e só hoje (devido a outras) é que me lembrei que há 18 anos iniciei este blog com este texto:
"Neste mundo que nos rodeia como é possível que sejam produzidas coisas e que não hajam maneiras de posteriormente sejam eliminadas?
São parvos os que as produzem?
Ou são estúpidos os que permitem e/ou incentivam essas produções? Pensam que a terra é eterna e que tem a capacidade de se regenerar independentemente de todas as agressões a que a sujeitam?
Que me lembre, há décadas que é falada a necessidade de defesa do ambiente; todavia os mesmos erros repetem-se, e repetem-se, e repetem-se..."
Sem surpreses foi "um acontecimento" sem relevância e, por isso mesmo, sem quaisquer comentários, o que não me impediu de continuar temendo que alguém me "descobrindo" me dissesse: é pá, se souberes cantar dedica-te à música que com a escrita não te safas. E o que é que eu fiz? Fui corrido da música e voltei à escrita, mas foi por teimosia porque não sabia fazer mais nada. E é isto a vida de um blog "gerido" por um galo pouco esperto mas muito preguiçoso que de quando em vez se lembra de passar por aqui e rabiscar umas palermices. P'ró ano há mais?