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RIR É BEM MELHOR!!!

A MENTE TAL COMO OS PÁRA-QUEDAS FUNCIONAM MELHOR QUANDO ABERTOS!

A MENTE TAL COMO OS PÁRA-QUEDAS FUNCIONAM MELHOR QUANDO ABERTOS!

O VELHO

O velho.jpg

Caminha lentamente rua abaixo arrastando um saco parco de compras, os ombros vergados pelo peso da vida, os pés arrastando na calçada uns sapatos velhos de solas esquecidas dos caminhos caminhados.

Não é só velho na idade; é sobretudo velho por tanta vida vivida.

Do pai nada se sabe. Diz-se que morreu na guerra, numa das muitas que por aí aconteceram. A mãe, essa sabe-se que morreu numa chuvosa noite de inverno colhida pelo comboio que não queria perder para não chegar atrasada à casa onde a vizinha lhe cuidava do filho (deste filho). Cresceu só, na companhia de outras crianças sós, todas elas órfãs de pais ou de mães mas sobretudo de carinhos.

Nesta rua íngreme que percorre todos os dias, em ambos os sentidos, o velho perde-se nas suas memórias; lembra-se difusamente do último beijo que recebeu da mãe e também sem saber se comprou, na mercearia do fundo da rua, tudo o que precisa para o jantar: os dois ovos, o pão ou as fatias de fiambre para “comporem” a omelette?

Sabe que ficou só ainda criança; tem recordações difusas sobre os anos que o levaram até à adolescência e que se misturaram com outras de, quando já adulto e influenciado pela malandragem do bairro onde vivia, ter participado em esquemas onde assaltos e tráfego de drogas tiveram lugar.

"Lembra-se pouco de tudo e muito de nada, até do que não viu mas que lhe contaram, como no caso do “Nélio 9mm” que morreu numa rusga ao disparar contra a polícia; levou um balázio na mona, dois ou três no corpo e ainda um na peida (que lhe abriu um buraco ali mesmo ao lado do que tinha de nascença) da autoria do Biscas (um batoteiro reles no jogo de cartas) que tinha má pontaria e que de armas nada percebia".

Nunca esteve preso porque sempre foi insignificante, quase invisível, no meio dos malandros. Tanto assim que nem alcunha tinha; era somente o “é pá!”.

-é pá faz isto;

-é pá vai buscar aquilo;

-é pá controla a bófia;

-é pá pira-te...

-é pá não chateis!!

A custo vai chegando ao fim da rua, aproximando-se da casa onde um minúsculo quarto lhe proporciona abrigo e que, por já ter “morado nas ruas”, é como entrasse num palácio; pequeno mas ainda assim um palácio.

São muitas as memórias que vão surgindo “à tona” do mar de recordações que lhe povoam o cérebro. É de poucas falas ou talvez não fale por não ter com quem partilhar coisas que aos outros nada dizem. São imensas as vidas que viveu e que poderia contar mas pouquíssimos têm paciência para ouvir os velhos!

O OUTRO MUNDO

Como as coisas andam a gente nunca sabe o dia d'amanhã, né? Por isso é bom estarmos preparados para o que aí vem (e há muitas probabilidades de vir a acontecer o pior). Pelo sim, pelo não já estou fazendo as malas.

Planeta detalhes 01.JPGTalvez este outro mundo não seja o mundo ideal mas se este onde hoje vivemos tem tendência a piorar é bom ter uma alternativa porque nunca se sabe o dia d'amanhã, né?!

DORIS DAY

Disseram-me que morreste mas como nem sempre é verdade o que ouvimos dizer vou esperar a confirmação da informação. A ser verdade (e algum dia tinha que o ser), é uma tristeza porém não te vou chorar; vou ouvir-te todos os dias enquanto me apetecer (obrigado youtube) e todas as canções para além daquele "Que será, será..." que suplantou as das divertidas Pilow Talks. E aquela outra "Fly me to the Moon..."  https://youtu.be/j7bfudsfZjw que é -para mim- a melhor interpretação desta canção.

LUCAS VAN LEYDEN reinventado

Esta pintura datada de 1508 é da autoria de Lucas van Leyden.

A fotografia abaixo é datada de 2019 (tem para aí uns oito a dez dias cujo autor desconheço, as minhas desculpas) fez-me lembrar aquela cujas diferenças são notórias quer nos trajes, quer nos propósitos, porque enquanto na primeira o objectivo era desenvolver e exercitar o raciocínio intelectual  no sentido de encontrar a melhor estratégia para ganhar o jogo ao oponente, a segunda é mais no sentido de endrominar não somente o oponente mas também os mirones reunidos em volta do tabuleiro.

Esclarecimentos para quem não conheça os vucábulos e/ou o seu sentido:

-endrominar: [Popular]  Enganarintrujaraldrabar.

-mirones: 1.[Informal]  Espectador curioso ou indiscreto, (evidentemente: o povo).

2. Aquele quesem jogar, (outra vez: o povo) observa o andamento de um jogo.

-tabuleiro: [figurado] a assembleia, o país (e implicitamente) o povo!

O CANDEEIRO de PÉ

Perspectivando a compra de um candeeiro de pé para a sala de estar/jantar e afins, fui consultar catálogos e dos diversos modelos que vi estes dois são os que mais gosto e que mais beneficiarõno ambiente no "galinheiro".

Ambos possuem curvas o que é um pormenor a favor (não gosto muito de formas rectilíneas) mas um tem 2 pés o que para mim não é impedimento; eu até prefiro aquele modelo mas a gaLina não gosta. Diz que tem muitas lâmpadas e que por isso deve gastar muitos kw/mês. (Mas eu desconfio que a razõn deve ser outra). Aceitam-se opiniõns!

imagens copiadas na net:kate perry é getty images na met gala 2019 e o candeeiro de pinterest.com;

AACL

Fiquei à dias a saber da existência da Associação dos Amigos dos Cemitérios de Lisboa. E também fiquei a saber que a respectiva direcção é composta por familiares vivos de dirigentes socialistas (uns mais próximos que outros). Estranhei o facto não tanto pela composição dos dirigentes serem "da mesma familia" mas sobretudo por haver uma entidade oficial amiga dos cemitérios de Lisboa (há também de outros locais???), sobretudo por ainda estarem vivos! Decerto que aos mortos tanto se lhes dá (acredito eu) que os cemitérios tenham amigos, mas isso não é estranho? A mim parece-me que é. Mesmo sendo um caso de criação de "jobs for the boys" (incluiem os mortos?) não é um abuso? Consta que é para dinamizar os cemitérios. Consistará em matinés dançantes e/ou noites temáticas entre defuntos? Ocorre-me perguntar: os mortos foram consultados? Estou mortinho por saber!

45 ANOS depois...

...ainda há egos com espinhos atravessados nas gargantas??

No "Governo Sombra" a 19Abril foi convidado Otelo Saraiva de Carvalho que sabemos ter sido o principal estratega da operação militar do 25 de Abril, coordenando tudo o que teve que ser coordenado, facto que lhe é unanimente reconhecido. Porém quando JMTavares se referiu à actuação de Salgueiro Maia, tido com um exemplo da revolução eis que Otelo se abispinhou apressou a esclarecer:

-ele fez o que fez porque eu lhe mandei fazer!!!

Caramba Sr. General (ou coronel ou lá que é), nõn habia nexexidade. Aliás, nem os heróis, nem os símbolos populares emergem por decreto. Ao Sr. General (ou lá o que é) ninguém lhe retira o mérito do seu feito, pensado e comandado; todavia quem o povo elegeu como símbolo da revolução foi o Capitão Salgueiro Maia que depois do trabalho feito voltou ao quartel (ao contrário de outros que se pavonearam e com menos méritos creditados), e que tanto quanto se sabe, foi desconsiderado pelas hierarquias -tanto militares como políticas- tendo sido colocado numa unidade militar açoreana antes de ter sido passado à reserva (compulsivamente??).

Ocorre questionar: porquê nos Açores?, longe para não fazer sombra?

na imagem o Capitão Salgueiro Maia, copiada do youtube.

HOUVE UM TEMPO...

Houve um tempo em que eu disse: se eu pudesse...

Com a situaçõn do início da semana passada, de bichas e bichas, (há quem lhes chame filas) longas quase a perder de vista,   para abastecerem os respectivos veículos, lembrei-me da minha ideia em 2008. É verdade que a palha, com a falta de chuva, também começa a escacear mas um burro por mais burro que seja sempre encontra o que comer, né?

Já um automóvel se não o levarem à bica... desfalece esteja onde quer que esteja.

 

 

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