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RIR É BEM MELHOR!!!

A MENTE TAL COMO OS PÁRA-QUEDAS FUNCIONAM MELHOR QUANDO ABERTOS!

A MENTE TAL COMO OS PÁRA-QUEDAS FUNCIONAM MELHOR QUANDO ABERTOS!

MIGAS, 12 anos: de 2010 a 2022

Migas 02.jpg

Tinhas pouco mais de dois meses quando me entraste porta adentro, saltitando por todo o lado e em todo o lado deixando curtas mijas, motivo de risadas das filhas e inevitavel razão para reclamações enérgicas da dona da casa. É certo que tudo o que é pequenino tem graça, (teoria aplicável em algumas áreas, porém sem generalisar porque cada caso é um caso, né?), e tu eras particularmente graciosa e brincalhona e sobretudo uma “fofura” como se pode confirmar nesta foto.

Foste por quase 12 anos uma boa companhia, muito amiga e meiga para quantos de ti se aproximaram e acarinharam. Nunca agrediste ninguém e se ladravas às crianças não era por quereres atacá-las mas por teres medo delas, o que te fez perder muitas festas que elas te queriam fazer. Nos (quase) 12 anos que partilhámos este pequeno apartamento a diversão ultrapassou, de longe, os momentos menos felizes. As saídas diárias à rua foram sempre alegres (descontando a recolha das merdas que libertavas e despresavas ostensivamente confiando que eu jamais as abandonaria no empedrado dos passeios), quando, na praceta sem saída e liberta da trela, iniciávamos a brincadeira, com correrias atrás da bola de ténis que logo apanhavas e vinhas entregar-me para de novo a lançar.

Gostavas de passear de carro e gostavas tanto que quando passavas junto de um carro estacionado e uma porta de abrisse era certo que tentávas entrar; conhecer quem estava no carro era absolutamente irrelevante. Nem sempre os meus pedidos de desculpa eram satisfatórios para quem era alvo “daqueles ataques”, absolutamente inofensivos mas fazer o quê?, né? Há quem goste mais de carros do que de animais.

Alentejana de Santiago do Cacém assim foi baptisada, porque entre nomes como: açorda, gaspacho ou ensopado pensei que migas era a melhor opção. E Migas ficaste.

Não vai ser fácil ultrapassar estes dias mais próximos, sair à rua sem ti, estar em casa sem te ouvir, sem sentir a tua pata a tocar-me no joelho pedindo-me qq coisa ou simplesmente para me “dizer”: quero ir à rua.

Não é fácil não ouvir o “teclar” das tuas unhas no chão da casa, e é estranho não encontrar miolos da ração deixados à porta da cozinha onde tu teimosamente comias, trazendo-a na boca, da malga ali a dois metros.

Haverá quem não perceba que a perda da Migas possa ser assim tão terrível; afinal "era só um cão". Mas não era só um cão, por acaso era uma cadela e era sobretudo uma amiga que no último ano necessitou de cuidados médicos incluindo cirurgias  dando entretanto sinais de recuperação, nada se prevendo que piorasse tanto.Migas P1050511.JPG

Morreu com quase 12 anos.

Não sendo repentinamente foi como se fosse. O desgosto e a dor são grandes; as lágrimas não apagam, e todavia elas correm abundantemente.

Não quero voltar a passar por tamanho desgosto. Não Quero!

RUI, ESPÍRITO duma FONTE

Hoje 29 de Julho, é o teu dia, Rui da fonte.

4º enc SPMoel 14.JPG

Hoje é uma data destinada a festejos, com risos abraços e beijos, dia de comidas e de bebidas, e demais espalhafatosos sinais de alegria, porque hoje é o dia do teu aniversário. E não é por não estares fisicamente presente que te safas daquele xôxo virtual que tenho sempre preparado para te pespegar. A tua presença mantêm-se viva na imaginação colectiva de todos os teus amigos reais, e dos virtuais, que de resto se fundem e confundem. Foste (e de algum modo continuas sendo) a cola que a todos uniu neste rua blogosférica, atraindo-nos com temas vários e enigmas diversos, juntando-nos em agradáveis encontros que ficaram sempre sabendo a pouco. Hoje, 29 de Julho, é o teu dia Rui, fonte do nosso contentamento, do prazer de ler-te e de comentar-te, de te desafiar e até de discordar se fosse caso disso. Hoje é o dia em que mais sentimos a tua ausência, mas é também o dia em que mais sentimos a importância de termos partilhado felizes momentos das nossas vidas. Hoje é o teu dia, mas não é o último; espera e verás.

NU

Todos os anos é a mesma coisa; o meu computador tem ciática e todos os anos, em Julho, vai passar uns dias às termas. E todos os anos, em Julho, sinto-me nu por não o ter presente. Foi o que aconteceu nas passadas duas semanas; ele foi "a banhos" e eu fiquei despido de ideias. Regressou hoje, ainda coxeando, com melhor aspecto, recuperado e com mais vontade de computar. Vamos lá ver o que eu escrevo e o que ele computa.

SARDINHAS & CARACÓIS

As minhas melhores e primeiras memórias de menino são:

Sardinhas 03.jpg

Caracóis cozinhadosAs sardinhas trazia-as o meu avô, directamente de lota; ensinou-me a salgá-las e a grelhá-las no quintal nas traseiras da casa, num fogareiro de lata que ele mesmo construira, à sombra de uma figueira que tão belos e doces figos nos deu. Os caracóis levou-me com ele, ensinando-me a apanhá-los das piteiras e das figueiras, deixando ficar os mais pequeninos: esses ficam para outra vez, dizia-me, para que cresçam e façam com que outros caracóis nasçam. Continuo a gostar das sardinhas, comidas à mão sobre uma grossa fatia de pão e que no fim vai à grelha para tostar e mais um prazer ao paladar oferecer, e dos caracóis; e sempre que umas ou outros à minha mesa acontecem lembro-me do meu avô a meu lado. Eu sei que não está. Mas é como se estivesse.

O AMIGO BEN

Como se já não fosse demais uma semana de covid eis que aHerniated Disc | Causes, Symptoms and Treatment minha hernia de estimação decidiu manifestar-se em toda a sua exuberância, voltando assim a acamar-me por mais uns três a quatro dias. Valeu-me, em ambas as situações o amigo Ben, sempre disponível para ajudar, acalmando as dores e o desconforto que estas doenças provocam. No caso de não o reconhecerem refiro-me evidentemente ao amigo BEN, el U-RON!

LÚCIDEZ e SARDINHA ASSADA

Sardinhas assadas na perfeição - Petiscos.com - Receitas, Gastronomia e  CulináriaJamais imaginei a possibilidade de alguém associar mostarda e maionese, à sardinha assada. E no entanto foi mesmo o que ouvi de um grupo de rapazes em volta de uma mesa improvisada num arraial cá do bairro. Não quis acreditar mas o facto é verídico. Ainda lhes disse que estavam errados, que aqueles molhos não combinam, que as sardinhas assadas são para serem comidas sobre fatia da pão, que a salada é com azeite e vinagre... Que não, que eu ainda vivo no passado e que "há que inovar e acompanhar os tempos". Desisti e fui "abancar" numa mesa afastada, antes de perder a vontade de comê-las à minha maneira. Mas numa coisa eles acertaram: bebiam vinho tinto e não cerveja nem leite (o que não seria inédito). Só peço uma coisa: manter-me lúcido quer para as sardinhas, quer para todas as ideias.

QUINZE ANOS DE (blog) MIM

anos Quinze.pngQuando nasci em 2007, dum parto a 3, (a saber: maria kuak, nck e kok), nunca pensei ter vida para além de meia dúzia de meses. E no entanto, e apesar da minha descrença, aqui estou com 15 anos no bucho em resultado do apoio de muitos amigos que por aqui vão deixando comentários, e da teimosia dum galo cujas ideia e imaginação já conheceram melhores dias (e noites). Em todo este tempo encontrei muitos blogs; alguns perderam-se nas ruas blogosféricas mas outros há que ganharam espaço e vão-me acompanhando apesar das minhas irregulares e prolongadas ausências "textuais". Considerando que tudo tem o seu tempo é certo que o meu já não será muito mais longo, que isto de viver encafuado num galinheiro e estar dependente da vontade dum galo não deixa grandes prespectivas de continuidade; todavia nunca se sabe o dia de amanhã sem o vivermos, por isso... até amanhã.

+ 1 TREZE

A Guide to What to Know About COVID-19 | Smart News| Smithsonian MagazineEra mesmo o que faltava para compor o ramalhete: entrar-me galinheiro adentro o FdP do vírus para infectar a criação e obrigar-nos a uma quarentena forçada. Porra p'ra isto! Diz o sôdótor que tenho sorte por estar vacinado e assim não é tão grave. Sorte?

ALJUBARROTA

Foi a 14 de Agosto de 1385 (segundo consta, depois do almoço) que aconteceu a batalha de Aljubarrota "patrocinada" pela recusa de sermos espanhóis apesar da vontade deles e que, passados quase dois séculos, (de 1580 a 1640) conseguiriam concretizar durante uns longos 60 anos.E porque carga d'água é que me lembrei eu disto? Porque há por aí (por cá) quem advogue que a Ucrânia não deveria ter respondido com armas à invasão que está a sofrer. Que deveria ter-se deixado ocupar para depois ter paz; que tipo de paz? Sepulcral? Pela mesma óptica não deveríamos ter corrido com os espanhóis, né? Todavia nós portugueses, somos um povo (dizem por aí) que não se governa e nem se deixa governar, razão suficiente para não aceitarmos de "boa mente" nem olés, nem sevilhanas, (excepto em férias e mesmo assim nada de abusos). Quem entenda que "amouchar" é o melhor caminho para a paz, que amouche. Mas não critique os que permanecem de pé.

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