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RIR É BEM MELHOR!!!

A MENTE TAL COMO OS PÁRA-QUEDAS FUNCIONAM MELHOR QUANDO ABERTOS!

A MENTE TAL COMO OS PÁRA-QUEDAS FUNCIONAM MELHOR QUANDO ABERTOS!

a RUIVA, a VIAGEM e os ODORES

  ilustração de: laurabmartins01.blogs.sapo.pt/

 

Eram quase sete horas da tarde. Saí um pouco mais cedo porque me sentia um indisposto. A feijoada ao almoço parecia que ainda andava às voltas cá dentro. O que mais queria era chegar a casa e recostar-me no sofá. Talvez depois de beber um chá para tentar aliviar esta sensação de enfartado. Meti-me no comboio a que chamam metro, que já estava bastante cheio de gente, e lá segui viagem, de pé, encostado à parede. É sabido que em hora de ponta (salvo seja), o comboio-metro anda sempre super lotado. Por isso não estranhei que fosse entalado contra a parede da carruagem. Até porque bem encostada a mim estava aquela ruiva de olhos azuis e lábios sensuais que já mais de uma vez tinha passado pelo meu campo visual. Sentia-lhe os glúteos a pressionarem-me, e respirava-lhe o perfume daquela cabeleira ruiva que "mergulhava" o meu rosto.
Toda esta situação foi enfraquecendo as minhas faculdades e, apesar de me esforçar ao máximo, não me consegui segurar e…, aconteceu!
Num ápice a ruiva volta-se para mim, olha-me com aqueles olhos que agora pareciam punhais e daqueles lábios sensuais ouvi o seguinte:
-O senhor não tem vergonha? Isso é coisa que se faça?
Dezenas de rostos viraram-se na minha direcção. Senti-lhes, mais do que vi, os olhares reprovadores como que já estivessem sabendo do acontecido.
-Oh minha senhora, disse eu, desculpe mas não foi de propósito. No corpo humano nem sempre é possível controlar as manifestações emocionais ou físicas e…
-Isso não é desculpa. O sr. comportou-se de forma inconveniente.
-Eu sei, mas o que posso eu fazer? De facto está aqui um cheiro que não se pode…! Mas são só gases… É que eu sofro de uma forma aguda de flatulência…
Alguém gritou: o gajo peidou-se!!, dando origem a uma estrondosa gargalhada primeiro e logo depois ao surgimento duma clareira que momentos antes não seria suposto ser possível dada a quantidade de passageiros, todos desejando ficar o mais longe possível de mim!
Saí na primeira paragem e fiz o resto do percurso a pé permitindo a cada passo a libertação de um sonoro flato cujo cheiro me perseguiu até a casa enquanto ia jurando a mim mesmo: não volto a comer feijoadas!

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