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RIR É BEM MELHOR!!!

A MENTE TAL COMO OS PÁRA-QUEDAS FUNCIONAM MELHOR QUANDO ABERTOS!

A MENTE TAL COMO OS PÁRA-QUEDAS FUNCIONAM MELHOR QUANDO ABERTOS!

As Visitas de NATAL

É o Natal uma data propícia para recebermos familiares, amigos e também amigos dos amigos; eu tive o privilégio de receber no galinheiro uns primos afastados (são de Barcelos) e amigos, o tio Adalberto e um parente brasileiro (que vieram de Odeáxere no expresso) e também as manas Ermelinda que há muitos anos não passavam cá por casa.

Os primos de Barcelos e amigos.

Galos de Barcelos

 O tio Adalberto e o parente brasileiro.

Cromos 05As manas Ermelinda...

manas ermelinda

... que pesar de terem estado à mesa somente durante a ceia, (nem ficaram para a sobremesa), foi com imensa alegria que com elas partilhámos o combíbio!

E até já ficou combinado elas repetirem a visita logo que seja possível.

A MISSA DO GALO

Não sou chegado a missas e menos ainda o seria na dita missa do galo. Dizem que são pelo menos três as origens do nome desta missa celebrada na noite de 24 para 25 de Dezembro:

  • 1-lenda ancestral nos países latinos segundo a qual à meia-noite um galo cantou como nunca antes ouvido, como que anunciando o nascimento do messias, filho de Deus, Jesus Cristo.
  • 2-cada lavrador de Toledo (Espanha) matava um galo à meia-noite, levavam os mortos para a igreja para, depois da missa, serem oferecidos aos pobres que assim teriam uma ceia melhorada.
  • 3-comemorizado pelos pagãos, o galo cantando à meia noite é como que um agradecimento pelo próximo nascer do Sol após o período de Inverno.

Dizem ainda que a missa do galo é normalmente comemorada com muita alegria. Não percebo o motivo de tanto amusement.

Eu sinto a missa do galo mais como uma missa de corpo presente!

VAI CHEGAR O NATAL...

... a época onde as luzinhas nascem como cugumelos piscando em tudo o que é casa, ou rua, ou seja lá onde for, dizem que para festejar o nascimento do menino Jorge Jesus Jesus em palhas deitado na mangedoira de uma vaca que ali morava amigada com um burro. Não consta que tal tenha acontecido mas suspeita-se que nem a vaca nem o burro voltaram a comer daquela palha de onde emanavam fortes odores de descargas bexigais e outras. Verdade? Mentira? Possivelmente nunca se saberá! O que se sabe é que o menino nasceu e se fez homem, a vaca e o burro mudaram de casa, e quando lá chegaram os reis magros (com mais ossos que barriga) nem uma malga de sopa havia para os reconfortar da caminhada.

um presépio

arvore de natal pós moderna

Bom Natal com prendas que vos satisfaçam. Ou então troquem-nas!

Sejam felizes a nunca percam a vontade de sorrir!

UMA CARTA AO PAI NATAL

carta do menino afonso bernardo ao pai natal

Pai natal, eu gosto muito de ti. Tu és bué da cool.
Eu quero que me dês muita coisa neste natal porque eu sou muito bonzinho e faço tudo o que os meus pais querem e também faço o que eles não querem que eu faça, mas eu faço.
Tens que me dar uma play station 4 mas sem o meu pai saber para o gajo não ma tirar para jogar sozinho.

E também quero daqueles jogos que se vêm gajas nuas.
E quero que me dês um comboio electrico e quero que me dês outro comboio electrico daqueles que fazem muito barulho e deitam muito fumo que é para chatear a velha da minha avó que tem asma e que tósse que’mó caraças cada vez que há fumo lá em casa.
E quero uma pista de carros electrica, já avariada, que é para enganar o meu pai que eu já sei que não me deixa brincar com ela, se estiver boa, que é para eu não a estragar.
E quero também daqueles ratos de corda, que parecem mesmo ratos verdadeiros, que é para assustar a empregada cá de casa que se farta de gritar quando vê baratas e que quando vê ratos sobe para as cadeiras e levanta as saias e o meu pai começa logo a gritar:

-Olha ali outro! Olha ali outro…
E quero também um martelo, daqueles martelos que são mesmo martelos, que é para martelar nas cabeças das bonecas da minha irmã Vanessa, e que ficam todas torcidas e com os olhos todos de fora e a minha irmã Vanessa farta-se de gritar:

-Oh mãe, olha ele! Oh mãe, olha ele…!
E também quero um urso de peluche, daqueles ursos bué de grandes, que é para eu rebentar em cima da alcatifa e ficar tudo cheio de espuma e serradura que é para a minha mãe ficar chateada e ao berros com toda a gente, e a minha avó começar logo a tossir e a urinar-se, e a minha irmã a chorar, e o meu pai a sair da casa de banho em cuecas e mandar todos à merda, e a empregada com a vassoura e a pá nas mãos, e eu à rasca para abrir a porta e basar…
E quero muitos rebuçados e caramelos daqueles que se agarram à placa da minha avó e que depois ela se vê à rasca para mastigar.
E também quero muitos berlindes para os espalhar todos pela casa que é para toda a malta se estatelar ao comprido e dizeram asneiras uns aos outros.
Muitos beijinhos para ti e para as tuas renas.
E se não me deres tudo o que eu peço já não gosto de ti e quero que as renas te dêm uma grande marrada e tu caias pelas chaminés abaixo e que tu te lixes e que partas os cornos.

Afonso Bernardo

QUANDO EU VI O PAI NATAL

A madrugada já ia alta, seriam entre as 3 e as 4 horas, mais 4 do que 3, quando dei por mim sentado na borda dum passeio de uma qualquer rua da cidade cujo nome não me recordava. Havia alguma neve, o frio era suportável (talvez o alcool ajudasse a disfarçá-lo), mas de chuva nem uma gota. Em redor tudo calmo, silencioso. A leve aragem nocturna mal se sentia e nem uma agulha bulia na quieta melancolia da brancura dos caminhos (outra vez o alcool a toldar-me?). Olhando em redor (evitando movimentos bruscos com a cabeça para não agitar os vapores etílicos) lobriguei ao longe umas luzes piscando acompanhadas do som de guizos. Pensei: estou com visões (devido ao alcool ingerindo)? Mas o certo é que tudo foi aumentando com o encurtar da distância e eis que pára à minha frente um trenó puxado por renas e com um gordo vestido de vermelho rodeado de sacos de juta, pareceu-me que pintados da mesma cor. E diz-me ele:

-Ainda bem que encontro alguém pá. É que estou farto da andar às voltas para entregar as ofertas e nada;

-Anh? digo eu sem perceber puto da conversa?

-Esqueci-me do livro com os endereços e agora estou fo... tramado!

A cabeça latejava-me. Fechei os olhos pensando que quando os abrisse já teriam desaparecido as renas, o trenó, o gordo e mais os sacos. Puro engano; continuavam ali mesmo à minha frente e perante o meu silêncio diz-me ele:

-Tens lume? É que também me esqueci dos fósforos para acender um charrito!

-Ok! dei-lhe lume e fumámos a meias (por acaso um produto de boa qualidade).

-Olha lá, como te chamas?, pergunta-me o gordo.

-Almerindo da Costa mas sou mais conhecido por "brancótinto".

-Deixava-te aqui uma prenda pá, mas tu não tens chaminé..., oh oh oh, e dizendo isto estalou o chicote sobre as renas que num salto arrancaram estrada fora ao som dos gizos e abanando as luzes coloridas.

Na taberna, nessa mesma manhã:

-Tu queres convencer a gente que viste o Pai Natal?, diz o Manel Mecânico.

-Mas tu acreditas nesses merdas, pá?, pergunta o Chico estucador.

-Mas eu vi..., insisto eu; eu vi o gajo e as renas e tudo...

-Òh pá, tu estavas era com uma "ganda bebedeira"...

Já percebi: ninguém me acredita, mas que eu vi, vi!! (ou não vi???)

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