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RIR É BEM MELHOR!!!

A MENTE TAL COMO OS PÁRA-QUEDAS FUNCIONAM MELHOR QUANDO ABERTOS!

A MENTE TAL COMO OS PÁRA-QUEDAS FUNCIONAM MELHOR QUANDO ABERTOS!

29 de MAIO

Sou 1 blog, sou 1 blog!
Fui gerado por tentativas
De um gajo chamado Kok
Sem muitas perspectivas.


Hoje é o dia do meu primeiro aniversário. Não sou lá grande coisa até porque fui gerado por um Kok sob indicação de um Nck; ou seja, tenho pai e mãe! Mas ambos de qualidade sofrível!
Apesar de tudo tenho-me sentido bem, sobretudo porque recebo visitas muito simpáticas e divertidas; vêm do Porto, de Lisboa, desde Trás-os-Montes ao Algarve. Até dos Açores me visitam. E do estrangeiro. Essa é que é essa.
Só tem uma coisinha: é o estar aqui sempre fechado e já aconteceu ficar sem ver a luz do dia várias vezes; é que o Kok nem sempre está “de feição”! Acredito que vou continuar a existir e sempre expectante pelas vossas visitas, partindo do princípio que o meu criador (ou gerador?) me vá periodicamente enchendo de post’s.
Enfim, dizer mais o quê? Eu só sou um blog…!

 

A CHUVA

Chove lá fora suavemente,
Sem barulhos, lentamente,
Em gotas miudinhas,
Pequeninas, que mal se sentem.
Molham tudo à sua volta,
Aos grandes e aos pequenos,
Aos loiros e aos morenos,
A todos sem distinção,
Seja Manuel ou João.
Formam “rios” pelos declives,
Pelos passeios e abrigos,
Pelas hortas e pelos matos
E pelos campos de trigos.
Regam ali que é preciso,
Mais além onde não é,
Molham tudo por onde passam,
Regam o milho e o café.
Molham a rua onde choro,
Onde vivo, riu e namoro!

UM PASSEIO

Sem esperar fui (outra vez) para a zona de Torres Vedras e apanhei um tempo do caneco e também da caneca. Eu explico! Do caneco porque choveu e choveu e choveu, o que concorreu para a segunda parte ou seja a da caneca e do que se bebeu e bebeu e bebeu...! Eheheh!

E encontrei lá umas velhas conhecidas, as ostras!

Mas desta vez não lhes dei confiança e virei-lhes as costas com desprezo que é para elas perceberem que não me esqueço do que me fizeram! P.Q.P.

QUANDO MORRI

 

 

Não sei como aconteceu, nem onde nem porquê.

Só sei que hoje morri! Estava distraído? Estava em casa? Não sei! Não me lembro! E agora pouco importa. Só sei que morri! Tenho uma dor de cabeça do caraças e um alto na testa.
Devo ter dado um tombo, o que me leva a concluir que devia estar sentado. Ou em pé.
Mas o pior estava para vir.
Eu acreditava que morrendo, ficava morto e pronto! Mas não, nada disso;
Subitamente vi-me frente a um gajo todo bronzeado e vestido de branco, sentado a uma secretária estilo art-décô, fumando um cohiba, bebericando uma caipirinha e (estranhamente) ouvindo rádio: Antena 3 : há vida em Markl.
Olhou-me com um cínico sorriso nos lábios e disse-me: Tu aqui outra vez?
Não me acobardei e respondi-lhe prontamente: Já cá estive? Não me lembro!
De súbito ficou sério. Poisou o cohiba no cinzeiro de vidro transparente, deixou a caipirinha em sossego e pesquisou no PC de serviço.
Posto isto, carregou numa campainha que originou a entrada na sala de um outro gajo, também ele interessado no meu CV.
Opinaram entre eles durante algum tempo até que por fim me perguntaram: queres tomar alguma coisa? É que isto ainda vai demorar! Ou se tiveres alguma coisa que fazer, tu vê lá; vais e depois lá para o fim da tarde voltas e falas com o gerente.
Mau! Já estava a ficar baralhado; então eu não tinha morrido? Se tinha, que raio teria eu que fazer para ocupar o resto do dia?
Fosse como fosse, agradeci levantei-me e saí!
Andei por ali às voltas, às voltas, fui a uma tasca comer uma bifana e beber uma cerveja, (não como carne de vaca devido à doença das vacas loucas; é um perigo e até se pode morrer, n’é?), e uma sopinha de legumes mais um cafezito e um bagacito só para ajudar a digestão. Ainda hoje não percebo bem como é que comi tudo isto estando morto; mas que se lixe; o melhor é nem pensar muito que ainda sou capaz de ter um esgotamento.
Aproveitei a sessão de cinema das 2 e meia e eram 7 horas da tarde quando voltei lá ao gajo para finalmente resolver a minha situação.
Já era outro. Este bebia tequilla pela garrafa e fumava uns cigarros manhosos que, pelo cheiro, não devia ser tabaco; mas p’ra mim, que se lixe!
Sem me dar tempo a falar gritou-me: tu aqui outra vez?
Mostrou-me o meu CV onde existiam 3 anotações à margem, feitas a lápis, que indicavam ter eu já lá estado outras tantas vezes.
-Tu já foste avisado que não entras sem trazeres devidamente preenchido o formulário e tens que ter as vacinas em dia! Sem isso nada feito! Toca a andar! Rua!
E se resolveres ir para o Inferno não te esqueças duma carta de recomendação: sim, que o Diabo é muito cioso e não deixa lá entrar qualquer um!!!

Ah, e trata de vestir qualquer coisita que assim também não entras!
E pronto; está visto que com esta já são quatro vezes que morro e não há meio de conseguir ultrapassar esta danada burocracia!
Vou ser obrigado a voltar à vida, arranjar um trabalhito, pagar impostos; enfim, tudo uma chatice.
Ah! E tenho que, qualquer dia, voltar a morrer.
Vamos lá ver se de próxima vez me lembro das vacinas e de levar a porra do formulário preenchido, para não voltar a trás novamente!
É que já estou chateado de tantas vezes ir e vir, ir e vir, ir e vir; CHIÇA…!

RIAM-SE, RIAM-SE...

Só uma perguntinha aos amigos que me visitam: Com estes (e mais os que se adivinham) aumentos no preço dos combustíveis, ainda se riem de eu dizer que: se pudesse tinha um burro?

Qualquer dia deixo tudo para trás, desfaço-me das tralhas que me rodeiam,e agarro na Galinha e piro-me para o campo! Então sim, já poderei concretizar a minha ideia! Eheheh.

EU...

                           

 

...Não tenho grande préstimo

Nem sou nada especial.

Sou tão feio que nem com máscara

Me aceitam no carnaval.

 

Se fosse bem esticado

Tinha 2 metros de altura,

Mas a marreca nas costas

Faz uma grande curvatura.

 

Tenho um olho de cada cor;

Um azul, outro castanho.

O nariz chega-me ao queixo

Tal é o seu tamanho.

 

Para enfeitar os beiços

Um bigode queria ter;

Q’os dentes são tão poucos

Que mal dão para comer…

 

Da minha cabeleira ruiva

Que já conheceu melhores dias

Restam-me 3 ou 4 pelos

Na careca luzidia.

 

Sou leve como passarinho,

E mais magro que um cão;

Uma qualquer ventania

Já me levanta do chão.

 
Por isso…
 

Em dias de temporal

Não posso sair à rua

Que num golpe de vento forte

Posso ir da terra à lua.

ARY DOS SANTOS

 

Conforme prometi eis o tal livro de Poemas do POETA.

Foi impresso na Castor Lda., e publicado em 1952. No parte final do prefácio por Ramiro Guedes de Campos lê-se (entre outras mais apreciações): José Carlos Ary dos Santos tem 15 anos e tem talento. É, portanto, um caso autêntico de precocidade poética.

 
Transcrevo um poema que então ganhou o 1º prémio num concurso na Praia da Rocha.
 
Encontrei afinal o meu caminho,

Ando louco de azul, ébrio de terra,

Como as aves que vão de ninho em ninho,

Sem saber se no mundo há paz ou guerra.

 

A minha alma mais rubra que o vinho,

-Beijo de fogo que a volúpia encerra-

Tem a candura pálida do linho

E a resistência heróica duma serra.

 
Adoro o Sol em êxtases pagãos
E abençoo o dom da claridade

Que faz vibrar de luz todo o universo.

 

Trago o luar escondido em minhas mãos,

E esta onda suprema que me invade

E o sangue da minha alma feito verso!

VOLTADO

Passados que foram estes ventosos e chuvosos dias, (até parece que foi de propósito), eis-me de volta para ajudar o País a sair da crise. Não para ajudá-lo a seguir em frente porque eu sei que há muita gente que não sabe nadar.

Eram 7 horas (da manhã) e já eu estava em pé (salvo seja) tentando não me cortar ao mesmo tempo que rapava a barba, sem me fixar no espelho para não me assustar mais uma vez! Encurtando, mal cheguei ao emprego logo me vi atafulhado num monte de mails, recados e outros, que senti vontade de fugir...! Mas isto dos €uros acaba por ser cativante razão porque aguardamos anciosamente que os sacanas dos meses terminem mais perto dos inícios, e por isso contive-me! E por isso continuarei a conter-me!

Fui inquirido pelo boss sobre a minha condição física e ao dizer-lhe: "estou praticamente bom" logo um sorriso se lhe estampou no rosto ainda que se tenha desvanecido levemente quando acrescentei: mas ainda faltam alguns testes...!

Mas por acaso sensibilizou-me a preocupação do homem! E pronto, chega de treta por hoje.

O XICO da HORTA

Da próxima vez que entrarem aqui o mais certo é eu estar em Porto Côvo. Estarão no meu pensamento e sempre que o possa fazer beberei à vossa saúde. Mas não vou sem antes vos informar sobre o Xico da horta, que quando lhe perguntaram o que achava do sexo oral, ele respondeu:
Já tou farto de conversas, eu quero é acção...!

A UM AMIGO

Nascido a 5 Maio 1908!
José António Pinheiro e Rosa faria hoje 100 anos!
Sabem quem foi este homem? Talvez não saibam!
Eu, porém, tive o privilégio de o conhecer, de o ouvir e de lhe falar, de com ele privar em sua e na minha casa e de cada vez que dele me recordo, lembro um nosso encontro, em Faro: ambos sentados na sala ouvindo “as quatro estações” de Vivalvi!
Foi para mim, mais do que para ele, um momento! Foi o momento!
Este homem que foi historiador, pensador e pedagogo, compositor, professor/aluno e aluno/professor (como ele dizia), para quem Faro, o Algarve e Portugal têm uma dívida que nunca será regularizada, foi/é esquecido de tudo e de todos os que têm responsabilidades governativas em todos e quaisquer escalões.
Eu sei que vou dizer um disparate, e todavia digo-o: há “cérebros” que não deviam morrer. (evidentemente, as pessoas)!
Por saberem tanto e terem ainda tanto para dar, para transmitir, para ensinar…!
Vão-me desculpar um desabafo: todos esses governantes que sistematicamente se esquecem da cultura e dos seus valores e interpretes, em detrimento de outros “folclores” também deveriam ser esquecidos e ignorados pelos historiadores; deveriam ser vetados ao esquecimento! Ou apontados como culpados pelo que, (tendo possibilidades para tal), não fizeram!!
Choro-te!
Riu-me, contudo, desses parvos que se esquecem que a eternidade não é para eles, pobres coitados, que tal como as mariposas procuram a luz na escuridão em que navegam e que mal aquela se apaga nesta mergulham sem destino, sem causa nem razão, sem propósito ou direcção.
Quisera ter força para te gritar aos  quatro ventos! A ti, tal como a outros; mais a ti por te ter conhecido!
Zé António, hoje que se completam os primeiros 100 anos do teu nascimento deixo-te aquele abraço e a minha enorme saudade!

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