Já faz tempo que não aparecias. Vi-te ontem!
Emborra já soubesse da existência desta marravilha, só ontem ao lerr a rrevista Sábado de 15 de Outubrro (no consultórrio do Sôrr Dótôrr), é que confirrmei que o tal Poseidon underrwaterr hotel rresorrt vai ficarr prronto no prróximo ano. E vai serr do carraças, pois fica no marr a cerrca de 12 metrros de prrofundidade. Calculo que deva serr "um must" um gajo estarr deitado e verr os carrapaus, as sarrdinhas, as garroupas ou as alforrecas a passarr por cima, e verr os corrais à volta do quarrto. A minha prreocupação é se a pia estiverr entupida, um gajo poderrá "irr lá forra" (arrearr o calhau ou fazerr uma mijinha)? Tirrando isso, aquilo deve serr mesmo o tal "must".
Bem, mas o que interressa é o custo: 10.200€urricos porr pessoa, com tudo incluído parra uma estadia de uma semana.
Mesmo com a crrise, atrrevo-me a lançarr uma petiçon a todos os que quiserrem terr o prazerr de contrribuirr para que eu passe uma semaninha underr waterr com todo o conforrto.
No caso de serrem a favorr da igualdade de oporrtunidades contrribuam em dobrro para que a Galinha também possa desfrrutarr!
Muito Obrrigado.
A D. Maria é uma velhota que habita um rés-do-chão aqui no bairro. Todas as manhãs vai ao café comer o piqueno almoço: meia de leite, clara e não muito quente, e uma torradinha não muito queimada e com pouca margarina por causa do cólestrol.
Vive sozinha. A fazer-lhe companhia tem um gato às cores. É preto e branco.
Guarda sempre um bocadinho da torradinha para dar ao gato, que é preto e branco.
-Como anda sempre empoleirado nos móveis, eu chamo-lhe Bibelô!
Chupa-chupas
Brenda Lee, nascida a 11.Dezembro .1944 em Atlanta/Georgia - USA
Com vasta discografia. Parte da qual pode ser vista no Youtube.
ilustração de escola eb1 -sub ribas
-1 Que abriu um restaurante e que encerra da 12 às 14 horas; é o período de almoço para os empregados.

Completaria hoje 80 anos de vida.
Nasceu (dizia ele) numa vivenda abarracada no bairro da Madragoa, em Lisboa!
Segundo palavras do próprio na sua pedra tumular deveria escrever-se o seguinte:
AQUI JAZ RAUL SOLNADO, MAS MUITO CONTRA A SUA VONTADE.
Como foi cremado, talvez os familiares tenham optado por uma pequena placa a juntar ao pote onde estão as respectivas cinzas.
Mesmo percebendo que ele morreu, não deixo de pensar que as rábulas, as partidas e as brincadeiras do RAUL SOLNADO tinham sempre um final imprevisto, ainda considero ouvi-lo a dizer: FAÇAM FAVOR DE SER FELIZES!!
Penso que enquanto nos lembrarmos das pessoas com amor, carinho e saudade sentidas, essas pessoas não morrem. Só desaparece a embalagem que passearam pelo mundo. Porque o que conta, de facto, são as ideias.
Este vídeo (onde por coincidência os 3 intervenientes já “zarparam”) é o que eu elegi para homenagear o Homem e o Actor. Inté!
Entrei na taberna cujas paredes escuras mais acentuavam a pouca luz que entrava pela porta estreita e que as grades de vasilhame vazio mais estreitavam.
Encostei-me ao balcão e pedi ao barrigudo taberneiro uma sandes de torresmos e um copo de vinho tinto que ele se apressou a encher da pipa encostada à parede, atrás do balcão.
Depois de afagar os abundantes pelos que lhe serviam de bigode e que lhe ocultavam a boca, limpou os dedos à rodilha que trazia à cintura, à laia de avental, e munido de uma faca capaz de matar um porco cortou duas fatias de pão onde depositou uma porção de torresmos caseiros, retirados com a mão peluda e gordurosa dum frasco sem tampa, arrumado numa espécie de vitrina porém sem sombra de quaisquer vidros.
Nada daquilo me pereceu bem, e noutras circunstâncias teria reclamado alto e em bom som das inexistentes normas de higiene apresentadas. Mas nas actuais, qual era a alternativa se eu desconfiava que o dinheiro que trazia dentro dos bolsos não seria suficiente para pagar a despesa?
Com a sandes junto do copo (já) meio de vinho, olhei para o taberneiro que à minha frente e com o balcão entre nós, me olhava fixamente como que dizendo: onde está o guito?
Fiz-me desentendido; esbocei uma espécie de sorriso, agarrei na sandes e depois da primeira dentada pisquei-lhe um olho e disse: os torresmos são muito bons…
Encolheu os ombros e depois de limpar o balcão com “o avental” afastou-se para junto de uns quantos outros fregueses, certamente habituais, que jogavam à sueca com umas cartas sebosas marcadas pelo uso de longa data.
O que vou fazer agora?, pensava enquanto mastigava os torresmos; estou metido neste sarilho e sem outra culpa que não seja o ter acreditado na gaja. Porque é tudo muito bonito, muito belo enquanto é só conversa mas depois um gajo mete-se ao barulho vai atrás da “treta” e no final lixa-se!
É verdade que a gaja era boa, falava bem e…, enfim na cama era uma loucura. E um gajo até acredita que vai ser sempre assim e que nada vai correr mal; aliás, nem nos passa pela cabeça questionar seja o que for. É para fazer, faz-se e pronto!
Também o que é que custa entrar numa loja, apontar uma arma a um gajo, sacar-lhe o dinheiro e sair de braço dado com uma gaja como se fossemos um casal de namorados cada um com uma pasta na mão? Tanto mais que tínhamos um táxi (gamado durante a madrugada) à nossa espera junto à porta da loja e cujo motorista fazia (à comissão) parte do negócio? Haveria coisa mais fácil…?
Ser guarda-nocturno no estaleiro das obras, por exemplo; mais ganha-se menos e estamos sujeitos a apanhar um enxerto de porrada dos gajos que andam no gamanço. Por isso é que embarquei numa destas. Só que houve uma chatice; aliás duas ou melhor três chatices que lixaram tudo de uma só vez.
Primeiros: o motorista do táxi em vez de esperar sentado dento da viatura resolveu ir beber umas ginjinhas enquanto esperava. E enquanto ia bebendo ginjinhas ficou à conversa com o “ginjeiro”.
Segundos: o táxi foi bloqueado com aquelas “merdas” metálicas amarelas por estar num local de estacionamento proibido.
Terceiros: a gaja quis pirar-se com o dinheiro todo e arrancou-me da mão a “minha” pasta começando a correr para o túnel do metro; tropeçou, largou as pastas que ao caírem se abriram espalhando a bagalhuça pelo passeio; os mirones atiraram-se “à fussanga” para agarrarem as massas e eu aproveitei para bazar.
Sei que a gaja foi se saco, o motorista baldou-se e quem teve que para o desbloqueamento e a multa foi o dono do táxi que apesar de tudo ficou contente porque o veículo foi rapidamente recuperado.
E aqui estou eu já com a sandes engolida mais o vinho tinto, o meu jantar de hoje.
Afinal o taberneiro estava “à coca” e não distraído com o jogo de sueca; vendo-me a tentar sair sem pagar a despesa deu-me uma cacetada na mona com o cabo de uma enxada e antes que eu acertasse com as ventas no lajedo repetiu a dose; das duas tacadas ficaram dois golpes a sangrar e não fora um dos gajos da sueca ter-se intrometido acho que não chegaria a fazer a digestão dos torresmos. Vasculharam-me os bolsos e no final do pouco dinheiro que tinha ainda sobraram 15 cêntimos; ou seja, levei duas bordoadas sem necessidade alguma.
Vou continuar a guardar durante a noite o estaleiro das obras e juro que nunca mais me vou meter em sarilhos, nem ligar a gajas de falinhas dengosas e traseiros convidativos.
Estive quase, quase, quase para fazer um post sobre as eleições e os políticos, mas pensei melhor e decidi que para escrever sobre palhaçadas eu basto-me! Claro que isto nada tem a ver com Palhaços, pois estes fazem-nos rir.
É verdade que usufrui de uns dias de preguiça mental (e também da outra) não passando por aqui e poucos foram os mails que li; agora é uma trabalhêra para por isto em dia.
E este sobre as nuances da língua portuguesa, foi um desses poucos:
se o Mário Mata, a Florbela Espanca, o Jaime Gama e o Jorge Palma, o que é que a Rosa Lobato Faria?
Além disso, será que se confirma que a Zita Seabra para o António Peres Metelo?
A tarde vai a meio; ou melhor, já vai para lá de meio mas o calor não abranda.
À minha frente sobre a mesa está o copo meio de cerveja, repousada e certamente já morna porque na esplanada e ainda que sob o enorme chapéu amarelo publicitando uma marca de café, está um calor do caraças!
Pedi outra cerveja: bem gelada sff.
Enquanto pensava: aqui as cervejas são bué caras, chegou a tal bem gelada e um copo retirado do frio, todo embaciado de vapor de água, exteriormente.
Fui-me a ela mas entre o segundo e terceiro gole que agradavelmente se encaminhavam para o estômago senti uma súbita e forte vontade de mijar.
Cum caraças!, logo agora? E a cerveja? Ainda são capazes de a beber…
Agarrei num guardanapo, escrevi: cuspi dentro, prendi-o com o copo quase cheio de cerveja e lá fui até ao W.C. enquanto ia pensando: assim de certeza que não a bebem…
Aliviado, regressei à esplanada, salivando pela cerveja gelada que me esperava…
Para minha surpresa alguém escrevera, acrescentando no mesmo guardanapo:
-E eu também......!
OUTRAS VOZES
CONTOS QUE ESPREITO, VOZES QUE OIÇO
IMAGENS