Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
PÔR DO SOL

Já faz tempo que não aparecias. Vi-te ontem!




Domingo, 15 de Novembro de 2009
PETIÇON

 

Emborra já soubesse da existência desta marravilha, só ontem ao lerr a rrevista Sábado de 15 de Outubrro (no consultórrio do Sôrr Dótôrr), é que confirrmei que o tal Poseidon underrwaterr hotel rresorrt vai ficarr prronto no prróximo ano. E vai serr do carraças, pois fica no marr a cerrca de 12 metrros de prrofundidade. Calculo que deva serr "um must" um gajo estarr deitado e verr os carrapaus, as sarrdinhas, as garroupas ou as alforrecas a passarr por cima, e verr os corrais à volta do quarrto. A minha prreocupação é se a pia estiverr entupida, um gajo poderrá "irr lá forra" (arrearr o calhau ou fazerr uma mijinha)? Tirrando isso, aquilo deve serr mesmo o tal "must".

Bem, mas o que interressa é o custo: 10.200€urricos porr pessoa, com tudo incluído parra uma estadia de uma semana.

Mesmo com a crrise, atrrevo-me a lançarr uma petiçon a todos os que quiserrem terr o prazerr de contrribuirr para que eu passe uma semaninha underr waterr com todo o conforrto.

No caso de serrem a favorr da igualdade de oporrtunidades contrribuam em dobrro para que a Galinha também possa desfrrutarr!

Muito Obrrigado.




Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
O GATO da D. MARIA

A D. Maria é uma velhota que habita um rés-do-chão aqui no bairro. Todas as manhãs vai ao café comer o piqueno almoço: meia de leite, clara e não muito quente, e uma torradinha não muito queimada e com pouca margarina por causa do cólestrol.

Vive sozinha. A fazer-lhe companhia tem um gato às cores. É preto e branco.

Guarda sempre um bocadinho da torradinha para dar ao gato, que é preto e branco.

Certa vez perguntei-lhe:
-Ò D. Maria, então o seu tareco?
-Ora, está muito bem, é muito brincalhão, muito vivaço...
-Como é que ele se chama?

-Como anda sempre empoleirado nos móveis, eu chamo-lhe Bibelô!




Sábado, 7 de Novembro de 2009
DOCES, CADGAMELOS &

Chupa-chupas

 

 

 

Brenda Lee, nascida a 11.Dezembro .1944 em Atlanta/Georgia - USA

Com vasta discografia. Parte da qual pode ser vista no Youtube.




Terça-feira, 3 de Novembro de 2009
10 CROMOS pá TROCA

 ilustração de escola eb1 -sub ribas

-1 Que abriu um restaurante e que encerra da 12 às 14 horas; é o período de almoço para os empregados.

-1 Que é motorista de táxi que só trabalha de madrugada para evitar as horas de ponta.
-1 Que é homossexual assumido e educado; quando “coiso” pede sempre desculpa por estar de costas.
-1 Que é coveiro de profissão mas recusa-se a “enterrar” os amigos.
-1 Que é comandante da marinha mas não vai ao mar porque enjoa.
-1 Que é mineiro mas que sofre de claustrofobia.
-1 Que é cirurgião e que desmaia quando vê sangue.
-1 Que é alpinista mas sofre de vertigens
-1 Que é actor de filmes pornográficos mas recusa-se a ter relações sexuais com colegas de trabalho.
-1 Que é mergulhador profissional mas não aceita trabalhos de fundo.



Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
ai, ai, ESTOU TÃÃÃO CANSADO...

 

Acredito que tenho uma espécie de doença sazonal.
Não é que seja propriamente grave, e ainda que não seja viral é contagiosa.
Ou, no mínimo, contagiante!
Os sintomas são fáceis de referir mas quando a crise se instala dão uma trabalheira enorme mencioná-los. Mas eu vou-me esforçar…
Inicialmente sinto uma letargia que rapidamente se avoluma;
de seguida sinto uma forte vontade de não me mexer pelo que vou ficando apático enterrado num sofá enquanto vou vendo na televisão programas que não me interessam e não mudo de canal porque o comando da tv está longe cerca de 1,5 metros (4,92 pés);
apesar de gostar de ler, nem isso faço porque só de pensar que terei páginas para mudar me tira a vontade; mas a pior parte é quando me lembro de uma cerveja e nem assim me atrevo a levantar-me do sofá.
É então que tenho a confirmação de que estou com uma overdose de preguiça.
Este é o estado actual e que me provoca tamanho cansaço…



Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
RAUL SOLNADO, 19 de OUTUBRO 2009

Completaria hoje 80 anos de vida.

Nasceu (dizia ele) numa vivenda abarracada no bairro da Madragoa, em Lisboa!

Segundo palavras do próprio na sua pedra tumular deveria escrever-se o seguinte:
AQUI JAZ RAUL SOLNADO, MAS MUITO CONTRA A SUA VONTADE.
Como foi cremado, talvez os familiares tenham optado por uma pequena placa a juntar ao pote onde estão as respectivas cinzas.
Mesmo percebendo que ele morreu, não deixo de pensar que as rábulas, as partidas e as brincadeiras do RAUL SOLNADO tinham sempre um final imprevisto, ainda considero ouvi-lo a dizer: FAÇAM FAVOR DE SER FELIZES!!
Penso que enquanto nos lembrarmos das pessoas com amor, carinho e saudade sentidas, essas pessoas não morrem. Só desaparece a embalagem que passearam pelo mundo. Porque o que conta, de facto, são as ideias.

Este vídeo (onde por coincidência os 3 intervenientes já “zarparam”) é o que eu elegi para homenagear o Homem e o Actor. Inté!




Sábado, 10 de Outubro de 2009
O TROLHA

Entrei na taberna cujas paredes escuras mais acentuavam a pouca luz que entrava pela porta estreita e que as grades de vasilhame vazio mais estreitavam.

Encostei-me ao balcão e pedi ao barrigudo taberneiro uma sandes de torresmos e um copo de vinho tinto que ele se apressou a encher da pipa encostada à parede, atrás do balcão.

Depois de afagar os abundantes pelos que lhe serviam de bigode e que lhe ocultavam a boca, limpou os dedos à rodilha que trazia à cintura, à laia de avental, e munido de uma faca capaz de matar um porco cortou duas fatias de pão onde depositou uma porção de torresmos caseiros, retirados com a mão peluda e gordurosa dum frasco sem tampa, arrumado numa espécie de vitrina porém sem sombra de quaisquer vidros.

Nada daquilo me pereceu bem, e noutras circunstâncias teria reclamado alto e em bom som das inexistentes normas de higiene apresentadas. Mas nas actuais, qual era a alternativa se eu desconfiava que o dinheiro que trazia dentro dos bolsos não seria suficiente para pagar a despesa?

Com a sandes junto do copo (já) meio de vinho, olhei para o taberneiro que à minha frente e com o balcão entre nós, me olhava fixamente como que dizendo: onde está o guito?

Fiz-me desentendido; esbocei uma espécie de sorriso, agarrei na sandes e depois da primeira dentada pisquei-lhe um olho e disse: os torresmos são muito bons…

Encolheu os ombros e depois de limpar o balcão com “o avental” afastou-se para junto de uns quantos outros fregueses, certamente habituais, que jogavam à sueca com umas cartas sebosas marcadas pelo uso de longa data.

O que vou fazer agora?, pensava enquanto mastigava os torresmos; estou metido neste sarilho e sem outra culpa que não seja o ter acreditado na gaja. Porque é tudo muito bonito, muito belo enquanto é só conversa mas depois um gajo mete-se ao barulho vai atrás da “treta” e no final lixa-se!

É verdade que a gaja era boa, falava bem e…, enfim na cama era uma loucura. E um gajo até acredita que vai ser sempre assim e que nada vai correr mal; aliás, nem nos passa pela cabeça questionar seja o que for. É para fazer, faz-se e pronto!

Também o que é que custa entrar numa loja, apontar uma arma a um gajo, sacar-lhe o dinheiro e sair de braço dado com uma gaja como se fossemos um casal de namorados cada um com uma pasta na mão? Tanto mais que tínhamos um táxi (gamado durante a madrugada) à nossa espera junto à porta da loja e cujo motorista fazia (à comissão) parte do negócio? Haveria coisa mais fácil…?

Ser guarda-nocturno no estaleiro das obras, por exemplo; mais ganha-se menos e estamos sujeitos a apanhar um enxerto de porrada dos gajos que andam no gamanço. Por isso é que embarquei numa destas. Só que houve uma chatice; aliás duas ou melhor três chatices que lixaram tudo de uma só vez.

Primeiros: o motorista do táxi em vez de esperar sentado dento da viatura resolveu ir beber umas ginjinhas enquanto esperava. E enquanto ia bebendo ginjinhas ficou à conversa com o “ginjeiro”.

Segundos: o táxi foi bloqueado com aquelas “merdas” metálicas amarelas por estar num local de estacionamento proibido.

Terceiros: a gaja quis pirar-se com o dinheiro todo e arrancou-me da mão a “minha” pasta começando a correr para o túnel do metro; tropeçou, largou as pastas que ao caírem se abriram espalhando a bagalhuça pelo passeio; os mirones atiraram-se “à fussanga” para agarrarem as massas e eu aproveitei para bazar.

Quem é que ia olhar para um trolha? Ninguém!

Sei que a gaja foi se saco, o motorista baldou-se e quem teve que para o desbloqueamento e a multa foi o dono do táxi que apesar de tudo ficou contente porque o veículo foi rapidamente recuperado.

E aqui estou eu já com a sandes engolida mais o vinho tinto, o meu jantar de hoje.

Afinal o taberneiro estava “à coca” e não distraído com o jogo de sueca; vendo-me a tentar sair sem pagar a despesa deu-me uma cacetada na mona com o cabo de uma enxada e antes que eu acertasse com as ventas no lajedo repetiu a dose; das duas tacadas ficaram dois golpes a sangrar e não fora um dos gajos da sueca ter-se intrometido acho que não chegaria a fazer a digestão dos torresmos. Vasculharam-me os bolsos e no final do pouco dinheiro que tinha ainda sobraram 15 cêntimos; ou seja, levei duas bordoadas sem necessidade alguma.

Vou continuar a guardar durante a noite o estaleiro das obras e juro que nunca mais me vou meter em sarilhos, nem ligar a gajas de falinhas dengosas e traseiros convidativos.

Pelo menos hoje…




Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
De VOLTA

Estive quase, quase, quase para fazer um post sobre as eleições e os políticos, mas pensei melhor e decidi que para escrever sobre palhaçadas eu basto-me! Claro que isto nada tem a ver com Palhaços, pois estes fazem-nos rir.

É verdade que usufrui de uns dias de preguiça mental (e também da outra) não passando por aqui e poucos foram os mails que li; agora é uma trabalhêra para por isto em dia.

E este sobre as nuances da língua portuguesa, foi um desses poucos:

se o Mário Mata, a Florbela Espanca, o Jaime Gama e o Jorge Palma, o que é que a Rosa Lobato Faria?

Além disso, será que se confirma que a Zita Seabra para o António Peres Metelo?




Sábado, 26 de Setembro de 2009
Hoje, na ESPLANADA

A tarde vai a meio; ou melhor, já vai para lá de meio mas o calor não abranda.

À minha frente sobre a mesa está o copo meio de cerveja, repousada e certamente já morna porque na esplanada e ainda que sob o enorme chapéu amarelo publicitando uma marca de café, está um calor do caraças!

Pedi outra cerveja: bem gelada sff.

Enquanto pensava: aqui as cervejas são bué caras, chegou a tal bem gelada e um copo retirado do frio, todo embaciado de vapor de água, exteriormente.

Fui-me a ela mas entre o segundo e terceiro gole que agradavelmente se encaminhavam para o estômago senti uma súbita e forte vontade de mijar.

Cum caraças!, logo agora? E a cerveja? Ainda são capazes de a beber…

Agarrei num guardanapo, escrevi: cuspi dentro, prendi-o com o copo quase cheio de cerveja e lá fui até ao W.C. enquanto ia pensando: assim de certeza que não a bebem…

Aliviado, regressei à esplanada, salivando pela cerveja gelada que me esperava…

Para minha surpresa alguém escrevera, acrescentando no mesmo guardanapo:

-E eu também......!


'tou:


Blog do KOKTELL
Catar nesta capoeira
 
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
12
13
14

16
17
18
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


Últimos contares

PÔR DO SOL

PETIÇON

O GATO da D. MARIA

DOCES, CADGAMELOS &

10 CROMOS pá TROCA

ai, ai, ESTOU TÃÃÃO CANSA...

RAUL SOLNADO, 19 de OUTUB...

O TROLHA

De VOLTA

Hoje, na ESPLANADA

O que já contei

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

tags

todas as tags

Outros contos
As minhas fotos
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds